sexta-feira, 27 de abril de 2012

Dizendo adeus a Expectativa

O tempo de criar expectativas passou. Você teve duas chances, e nas duas,  fez besteira. O normal nisso é esquecer, mas quem disse que é o certo? Acredito em várias chances, outras oportunidades. Acredito nas mudanças das pessoas. Pois é, eu acredito. E quanto a essas pessoas? Elas acreditam que podem mudar? Que podem construir um recomeço? A maioria delas acredita. Porém, são apenas palavras sem significado que saltam a boca. Onde minha cabeça, meu senso e dignidade foram parar? Uma terceira chance? Tá brincando, né? Outra vez por acreditar que a Imaturidade pode se tornar Maturidade bati a cara na porta. Sem problemas, são coisas que acontecem e vão acontecer. Não comigo, não mais. Ir fundo nas minha decisões é o que deve importar daqui pra frente.

sábado, 14 de abril de 2012

Tarde demais

Lá vem aquela dor! De mansinho ela se aproxima, rodopia as pernas, acaricia os pés, lambe e até ronrona timidamente à espera de um cafuné, conquista e faz querer pega-la no colo. Aos poucos ganha confiança e em um descuido...o golpe. Mortal e certeiro. Garras longas, negras e afiadas me acertaram. O sangue percorria meu peito, lentamente, deixando um rastro escarlate. Um ardor me fez perceber as garras cravadas que se arrastavam rasgando minha pele. Medo percorreu meu corpo e senti um estranho entusiasmo nos olhos daquela coisa. Gotas de sangue escorriam pelo corte e ensopavam o chão. Lágrimas e gritos eram incentivos e ao mesmo tempo alimentavam a alma daquele ser. Desesperado tentei empurrar a coisa pra longe. Tarde demais, já havia sido invadido pela dor, pela tão conhecida dor, que antes, era até bem vinda.

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Outros


E nesse momento, lágrimas caem do meu rosto. As lembranças de uma vida tão distante desprendem-se aos poucos.
Momentos felizes que não são parte da minha vida, não são parte de mim. Outra vida, outro ser, outras pessoas.
Foi real? Me pergunto todos os dias. Parece que não.
Você foi um desejo realizado, com prazo de validade. Quatro, cinco meses de intensa felicidade que hoje são borrões.
Soltem-se, tá na hora, sigam seu rumo e me deixem só com esse buraco. Um dia, talvez, ele cicatrize.